19 de outubro de 2008

Conhecimento e Sabedoria ...

“Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar.
Sábio é o que adivinha!“
(Manoel de Barros)


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Imaginem uma pessoa que em seu caminho já percorrido teve muitas horas sentada em bancos escolares, já leu muito, já ouviu muito, já viu muitas coisas, viveu muitas horas de ignorância, de estudo, e em diferentes lugares.. Já se relacionou também de várias maneiras e em diferentes níveis, com tanto de si e o 'tanto' de muitas pessoas.. Umas simples, outras que acreditam ter o poder do mundo em suas teias ou mãos, com aquelas raras que sabem dividir (tem parceria melhor?), com as que gostam de ouvir, ver e aprender, com as que cultivam sentimentos tão bons que embalam lembrá-las; e as que se vestem com sentimentos menores como inveja, cobiça, etc; com as que não tiveram seu saber institucionalizado e com aquelas ainda que vivem e produzem em cima do ensinar, recompor, enfim.. "na alegria e tristeza" do script de Deus, de si, dos seus.. Imaginem uma pessoa que viveu, vive e preza tudo isso como aprendiz sedenta nesta multiplicidade da vida.. Prazer! Mas será que podemos dizer que todo este conhecimento trouxe ou traz à alguém o que chamamos de SABEDORIA da vida?

Diria que, qualquer pessoa que chegue à conquistas como estas foi somente porque desenvolveu um sentimento básico em sua trajetória: a HUMILDADE. Um sentimento necessário para observar tudo e olhar à todos vendo-os, vendo-se, já que SABEDORIA não se aprende com regras nem livros. Ser sábio ou possuir a tal da sabedoria é muito diferente de possuir conhecimentos. O caminho das ciências e dos saberes é o caminho da multiplicidade, da eterna busca, pois sempre existe algo novo, algo diferente, latente e que "nos late"... livremente. Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas; aliás, neste mundo dos saberes, dos livros, de somas sem fim, poderia ser diferente? É um caminho sem descanso para a alma porque a SABEDORIA é cobrativa, perspicaz, é muito mais que mil sinônimos porque é exercício de observação, da calma, do entendimento, da busca, da negação à maldade - como bem o diz Rubem Alves, no seu livro 'Concerto para corpo e alma': “ Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem; mas só domina essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples!“

A simplicidade caminha paralela à sabedoria e tem como resultado desta equação o 'bem viver' e o 'saber escolher'... O ser humano que chega ao status de sábio é aquele que no meio desse “embolar” da vida, soube escolher o prato que lhe dará prazer e felicidade, pois “nascemos para a alegria”, diz Bachelard.. E feliz de quem alcança tal entendimento.

Sábio é o ser de gosto mais apurado, aquele que sabe degustar, distinguir, discernir, ouvir seus sentimentos e viver com alegria. Quando buscamos no fundo da alma, em cavernas de nossas memórias, em cenários, lugares ou momentos que nos fizeram sorrir.. encontramos no sentimento chamado saudade as coisas mais simples.. algumas até são as mais bonitas em nós, como ao ouvirmos um “eu te amo” espontaneo, por exemplo, sem esperar, numa "viagem" com quem gostamos.. Percebe-se um olhar, um afago, um gesto, um abraço, um beijo, um acontecimento parecido com o daquele cachorro de estimação pulando em nosso colo e 'arfando sorrir'-nos ao chegarmos; parecido talvez, com o olhar do filho adormecido no berço, o contemplar da chuva caindo nas plantas, o observar a beleza da lua num olho recíproco, um encontro ou reencontro com alguém querido em inesperado momento, certo inesquecível caminhar de mãos dadas, um bom amor, um bom amigo, um "eu confio em você" ou "conte comigo" independente de.. ah!, indizíveis sensações assim porque completas.. Enfim, como são únicas as coisas mais prazerosas da vida, não? Como elas pululam de livros escritos que nos caem nas mãos, de livros que escreveríamos se o verbo e a emoção se nos parissem férteis igualmente, de páginas que escrevemos diariamente sem notar, de músicas, de sonhos, de histórias alheias, alinhavos pré-pós-definitivos.. e avessos. Tudo nos ensina, como ensinam!

Vinícius de Morais escreveu um lindo poema com o título de “Resta“ que me coincide partilhar.. Já idoso e tendo andado demais pelo mundo, Vinícius olhou para trás e vendo o que restou, o que valeu à pena suspirar, caneteou assim: “Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas. Resta essa capacidade de ternura. Resta esse antigo respeito pela noite. Resta essa vontade de chorar diante da beleza"...

Vinícius foi, assim, contando vivências que lhe deram alegria porque foram elas que restaram, e talvez nos reste perceber quão sábio foi o “Poetinha” ao compreender e ler a vida nas suas próprias entrelinhas, valorizando pequenas coisas das nossas também, as mais simples...

Mas e você? Será que independente do seu grau de conhecimento consegue desenvolver HUMILDADE que valha e conquistar SABEDORIA suficiente para fazer leituras necessárias à sua volta, buscando, encontrando.. alguma vida melhor?

14 de outubro de 2008

Boa Semana!

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A aranha
(ad)

Um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. Correndo, virou num atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato.. No desespero, elevou uma oração à Deus da seguinte maneira: "Deus todo poderoso, fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem."

Nesse momento escutou os homens se aproximando de onde ele se escondia.. e viu que na entrada da trilha aparecera uma minúscula aranha, começando a tecer sua teia. O homem se pôs a fazer outra oração, cada vez mais angustiado: "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar."

Então, ele abriu seus olhos esperando ver um muro tapar a entrada, mas viu apenas a aranha tecendo sua teia. Os malfeitores se aproximavam da trilha, na qual ele se encontrava cansado e já adivinhando a própria morte.

Quando seus perseguidores chegaram, o homem escutou:

- Vamos entrar aqui? - disse um.

- Não, claro que não... - respondeu o outro - Não estás vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aí. Vamos continuar procurando nas próximas trilhas.

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"Qualquer um pode contar as sementes em uma maçã, mas só Deus pode contar o número de maçãs em uma semente."

( Robert H. Schuller )

11 de outubro de 2008

"Dia da Criança"


Desejo que você,
nesse "Dia das Crianças",
redescubra a delícia que é... ser criança.
Porque "grande é a poesia, a bondade e as danças...
mas o
melhor do mundo são as CRIANÇAS".
(Fernando Pessoa)


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Quando começo a escrever saio de mim e fico à mercê de idéias que por vezes nunca pensei. Elas aparecem sem que eu as tenha chamado e me dizem: Escreva! Não tenho outra alternativa: Obedeço!

Esta função imaginativa aflora de diferentes maneiras em cada ser - através da escrita, expressão, em ações ou em forma de sentimentos - e quando incorporada pelo lúdico, inerente a todo ser humano, faz de todos nós eternas crianças, independente da idade, mas dependentes da imaginação que permite nosso transportar, viajar... É através dela que cada um traz à tona àquela criança que existe dentro de si, ainda que com as atribulações da vida moderna ou por razões diversas, ela mantenha-se adormecida, anestesiada na velha caixa de brinquedos, com diz “Rubens Alves”, e trancada em um canto de nossas memórias.

Quando dou “asas” à imaginação é que encontro a chave que possibilita abrir a “minha própria caixa”.. Percebo como num filme antigo o quanto é bom permitir, mesmo após tantos anos, este rever o mundo com o mesmo olhar da inocência, da beleza, com a mesma ternura e simplicidade - como quem tudo pode, a quem tudo é possível - porque realizável. Olhar como uma CRIANÇA é deixar os olhos - a chamada dita janela da alma, do corpo e do pensamento - enternecer o coração. E então? Então nossos olhos sorriem, agradecem e penetram profundamente no sentimento.


Vídeo: "A Casa" - Vale a pena...

O tempo passa e o fato é que cada um de nós viveu a sua infância com maior ou menor emoção, com ternura ou decepção lamentativa; e todos, aquém da qualidade do tempo vivido, não teve ali apenas um período de grande desenvolvimento psicológico compondo suas personalidades; ou físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do peso, mas mais do que isso: todos nós tivemos um período onde nos expressamos à nossa própria maneira. Esta relação com as pessoas e com os objetos que nos cercaram, criando situações e dando funções as coisas, tornando prazeirosa ou não as nossas atividades, foi fundamental. Assim foi, é e será toda CRIANÇA. Assim fomos todos nós e torna-se impossível calcular a importância desses momentos efêmeros em nossas vidas, com nossas lembranças ao chegarmos à idade adulta porque nossa alma não se alimenta de verdades sem fantasias. Resumindo, nossa infância ou a criança que cada um foi, é e será, por si só já é... uma fantasia eterna.

Os sofrimentos, as injustiças, os lares desfeitos, crianças morrendo de fome, vítimas de guerras “insanas”, de maus-tratos, de exploração em diversos sentidos, sendo olhadas e desrespeitadas por aqueles que se dizem fortes, pelos que apregoam defender ideais - e o pior, muitas vezes por aqueles mesmos que as geraram - é uma dura realidade que sempre existiu no mundo. Nos revoltarmos e expressarmos nossa indignação ou simplesmente lembrarmos que '12 de outubro' é dia Criança, mas é pouco diante das descabidas atitudes desses seres que cultivam cada vez mais o ódio, a revolta, a injustiça e a falta de escrúpulos apoderando-se e minando ações que deveriam vir com a pureza e a inocência própria da criança.

Feliz aquele que não se esquece do "ninho": ”O ninho é uma eterna fantasia e leva-nos de volta à infância!“ (Bachelard). É no "ninho" que encontramos os laços de sentimentos que permite à criança existir dentro de si sem que fique no cantinho trancada, que permite valorizar as que estão a sua volta, e não apenas com presentes ou brinquedos, mas respeitando as atitudes lúdicas de cada um, assim como a sua própria, pois ser criança é ser livre para conquistar o mundo.

Ser criança é naturalmente viver o lado positivo da vida, ter sua imaginação fértil preservada, correr, brincar, florescer na chance e no sentimento de ser Feliz, de estar Feliz; de preferência, de mãos dadas com a melhor das intenções: cirandar em paz!


6 de outubro de 2008

"DUPLA DINÂMICA"

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Big Brother 9 deve dar a última chance a anônimos
(Agencia Estado)


Todo ano chovem inscrições para o Big Brother Brasil. Mas os tropeços da última edição do reality show da Globo deram margem às esperanças de brasileiros que acreditavam estar fora do padrão do programa. É que a edição de 2008 estava recheada de falsos anônimos: modelos, cantores, conhecidos. Resultado? Os conflitos foram mornos, a audiência não respondeu tão bem e os produtores precisaram ser habilidosos na edição para esquentar a casa. Foi quando Boninho, diretor responsável pela atração, declarou à imprensa que o BBB 9 teria um caldo mais diversificado de participantes, que incluiria gente mais velha, de várias regiões do País. O diretor ainda não quer falar sobre a 9ª edição, segundo a assessoria da emissora. Mas, se as intenções expressas depois do BBB 8 se confirmarem, os selecionados para 2009 serão mais variados.

Já o Big Brother 10, último previsto no contrato da Globo com a Endemol, seria feito apenas com famosos. Deborah Secco estaria entre as sisters bem cotadas. Ou seja: o BBB 9 pode ser o último alento para os anônimos ganharem fama e dinheiro.

De concreto, por enquanto, apenas os quiz liberados região por região pela internet e as entrevistas marcadas em cada grande cidade do País. Os paulistanos ainda não foram convocados. Também já estão liberadas as inscrições pelos Correios. Para tentar um lugar no BBB, é preciso ter mais de 18 anos. Não há limite máximo de idade. E não adianta pensar que existem olheiros espalhados por aí: pelo menos de acordo com o blog da produção, eles ainda não estão em busca de novos rostos. Ainda não custa lembrar que o vencedor do BBB 7, Diego Gasques, foi encontrado pela produção.

As informações são do Jornal da Tarde.
http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=956951

5 de outubro de 2008

Será que você é cidadão?

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Estamos vivendo as últimas horas do dia 05 de outubro: dia de eleição no país, do Iapoque ao Chuí. Dia em que tanto o operário como o patrão tem o mesmo valor: (1) um voto, pelo menos das 8h da manhã às 17h da tarde, período em que a população se dirige às cabines de votação. A mídia, seja escrita ou falada, volta suas atenções para a abertura das urnas, números se confirmam, ou não, alguns festejam, outros lamentam e o brasileiro está se sentindo mais cidadão. Será? Nunca se falou tanto sobre cidadania e ser cidadão em nossa sociedade como nos últimos anos. Mas afinal, o que é cidadania, além de uma palavra bonita de ser pronunciada? Segundo o Dicionário Aurélio, entende-se por cidadão "o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este".

Como definição, perfeito, mas o velho confronto da práxis se estabelece, correto teoricamente, mas e a prática? Aí que reside o problema, avançamos em busca da sonhada cidadania com a chamada constituição cidadã de 1988 (promulgada a exatamente vinte anos), mas o processo ainda é embrionário, muita coisa não saiu do papel, muito se tem a caminhar, pois nossas barreiras além de culturais, são históricas. Como bem definiu o jurista Dalmo Dalari: “Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?”, a «engolir “sapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levar à sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigí-los não é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele”.

Hoje a maioria de nós comparecemos as urnas para escolher nossos futuros governantes, ato bonito para ser propagado em versos e prosa, mas onde está o direito de ir e vir se todos fomos OBRIGADOS a nos apresentar para termos nossos documentos carimbados e estarmos “legais” diante da lei? Assim como o ato do voto, muitas outras coisas nos são colocadas “goela” abaixo em forma de deveres, quando na realidade deveríamos ter a opção de escolha como direito. Se ser obrigado a votar é a expressão de cidadania, constato então, de que estamos quando muito, cambaleando no primeiro passo dado em busca de sua construção.

Falar em cidadania, em dia de eleição, é uma fala simplista demais, na realidade, trata-se de uma falácia, pois o ato de elevar um pessoa ao “status” de cidadão somente porque ele cumpriu a OBRIGATORIEDADE do voto, é pensar pequeno e aspirar pouco. A cidadania não surge do nada, não é porque existe a lei que nos protege que viramos cidadão, esta lei precisa ser exercida porque os abusos estão aí, continuam a ser aplicados cotidianamente. A lei não interpretada e aplicada se resume a um amontado de letras mortas em uma folha de papel, como constatamos na maioria das vezes.

Após o fechamento das urnas, muitos dos eleitos ao colocarem suas cabeças no travesseiro, infelizmente, já terão se esquecido daqueles chamados “cidadão”. Nem sequer lembrarão, que o mesmo cidadão à quem pediu sua confiança e seu voto é na verdade um sobrevivente em um país onde tem 50 milhões de miseráveis - 29.3% administra uma renda mensal inferior a 80 reais per capita (FGV). Ser cidadão é ter participação ativa na sociedade onde está inserido sim, mas fundamentalmente é ter trabalho para seu sustento, poder aquisitivo em uma sociedade capitalista e de consumo, comida na mesa, educação e saúde para si e para seus filhos, viver enfim.. com dignidade. Considerando, podemos afirmar que, muito longe de SERMOS UM PAÍS CIDADÃO, somos na verdade um país de super-heróis”, que ESTÁ CIDADÃO, esperando por atos milagrosos de nossos escolhidos e deixando-se levar pelos acontecimentos, sem reclamar das situações vividas, sem nada fazer para mudar. Ser Cidadão é saber viver em sociedade, estando ciente dos anseios comuns, exercendo direitos e cumprindo deveres, pois viver em sociedade, a priore e acima de tudo, demanda eternas conquistas.

Que seu voto valha aí!!!

4 de outubro de 2008

Até já!

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"Eu sou mais forte do que eu."
(Clarice Lispector)


Hoje nós vamos ter uma conversa,
pra ver que em tudo existe uma razão.
Vamos sentar, repensar a vida,
no pensamento e no coração.
Se lá de cima vem um mau exemplo,
será que é esse o país que eu quis?
Se a vida ensina, eu sou aprendiz.

Uma cidade parece pequena se comparada com um país.
Mas é na minha, na sua cidade,
que se começa a ser feliz.
Olho no olho, quem fala a verdade,
presto atenção e o coração me diz,
se a vida ensina, eu sou aprendiz.


Será que a gente é que é diferente ou será que os outros são tão iguais?
Se procurar honestidade é marca da gente,
ser diferente é bom até demais.
É minha estrela, é minha cidade,
gente sincera que vem e me diz,
chegou a hora de ser feliz.
Se a vida ensina, eu sou aprendiz
(AD)

30 de setembro de 2008

EU SEI...

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JE SAIS ( EU SEI)
(Jean Gabin)

Quando eu era criança, com três palmos de altura ,
eu falava bem alto e forte... para ser um homem
eu dizia: eu sei, eu sei, eu sei, eu sei...
Era o começo da primavera

Mas quando fiz meus 18 anos
Aí eu disse: eu sei, é isso, ai está, dessa vez eu Sei...
E hoje, nos dias em que volto e observo terra onde andei,
de um lado para o outro e ainda não sei como ela gira

Com meus 25 anos eu sabia de tudo:
amor, rosas, vida, os tostões!
Ah, sim, O amor! Eu tinha dado a volta toda...
Eu estava em torno de todos!
E felizmente, tal como os amigos..
eu não tinha comido todo meu pão.
No meio da minha vida, eu ainda aprendi.

O que eu aprendi, cabe em três ou quatro palavras:
"O dia que alguém te ama,
faz um tempo muito bonito."
Não posso dizer melhor: faz um tempo muito bonito!

E o que ainda me admira na vida,
eu que estou no Outono da minha:
“A gente esquece tantas noites de tristeza,
mas jamais uma manhã de ternura.”
Em toda a minha juventude,
eu sempre quis dizer “eu sei”,
mas quanto mais eu olhava, menos eu sabia.

Sessenta (60) batidas soaram no relógio.
Ainda estou à minha janela, olho e digo a mim mesmo:
Agora eu sei, eu sei que nunca se sabe!
Vida, amor, dinheiro, amigos e as rosas...
Nunca se sabe nem o ruído nem a cor das coisas!
É tudo que eu sei... Mas isso eu sei...!



(Vídeo imperdível! Assista, ouça, sinta...)

27 de setembro de 2008

Primaverando..

Reconheces algum pólen em teus sentidos? Sentido!

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É preciso "setembrar" também, de alguma maneira. Embora a fissura pelo "exterior" ou sei lá mais o quê, matricules teu bom senso no tesão de florescer. Há muito mais entre tu e o teu reflexo no espelho do que imaginam as atuais e vãs filosofias. É preciso deixar que por ti passeie um arejado sentir e um viável sentido, abrindo outras tantas janelas e gavetas para muito mais sol, brisa e perfume. Antes, és o sachê que tem as essênciais de que precisas, o único espírito responsável pela chance de fazer com que Deus sorria ou chore ao espiar teu avesso.

"Primaverar" é hidratar-se de alguma forma, é deixar que a fotossíntese aconteça e que a velha e boa raiz se esparrame, nutrida. Precisas da energia que provêm de tua própria luz, do harmonioso ballet por tuas células, do amido desse sovado pão da vida, da mágica química de tuas porções. É preciso acreditar que és o ventre para alegria e riso, para calor e abraço, para mais um dia e uma nova estação.

Se já te foi possível chegar até aqui, se já te foi possível respirar aquém da poeira na estrada, se ainda te é possível converter idéia em passo, então confies na capacidade de brotar, de novo, do jeito que és. Não importa se agora te sentes uma margaridinha ou um edelweiss, se te deixas dispor na terra, no xaxim ou num vasinho, se homenageias quem chega ou quem vai, se apenas estás aí, aonde quer que te tenhas permitido chegar, te tenham permitido ficar, compreendas estar... seja por escolha ou conseqüência.

Agora, precisas reagir e brindar os olhos internos de teu mundo correspondendo aos estímulos de tua inevitável e valiosa natureza, além de qualquer oxigenar do alheio, quer sejam de anjos, homens, cães ou lobos que nem sempre percebem a prenhez absoluta dos luares.

Deixa-te "ser viva/o" implantando menos modismos e outros artifícios, para mais, para muito mais sadiamente amar-te. Nenhuma "primavera" vale desbotar-te no excesso das cobranças ou daqueles que te amam pouco, meio como tu, às vezes. É possível reescreveres tua cartilha: ser feliz é mais do que parecer, apenas. Está além de tua veste ou pele, de um sorriso ocasional, de um "tudo bem" à toa ou de um suspiro espartilhado. Parecer coisifica. Violenta. E fadiga.

A boa nova de setembro é a velha máxima: "a lição sabemos de cór, só nos resta aprender"... Já veio, tá quase indo.. Primavere-te! Primavere-te tirando também os mofos de tua casa interna, os espinhos de tua alma, as mágoas de teu caminho, os cansaços dos desencantos, comodismos, mesmices.. Primavere-te acreditando na substância além de quaisquer rebocos para que os descendentes dos teus batalhados sonhos sejam tão reais como tem sido a paciência de Deus com a abusiva pirataria de corações e feitios.

Pri-ma-ve-re-te!. E floresça, refloresça, sei lá. Mas faça parte. Voar e pousar em si mesmo "perfuma e colore" tudo o mais..

23 de setembro de 2008

O Mosquito

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O Mosquito
(Thobias Almeida)

Alguns dizem ser o leão. Outros, o búfalo selvagem africano. Existem ainda partidários do tigre, do tubarão, do rinoceronte, do urso ou até mesmo do ser humano. Eu, modestamente, elejo o mosquito como o ser mais corajoso e realizado que já habitou nosso planeta.

Pensem comigo. Num vôo que a primeira vista pode parecer desordenado, cambaleante, ele se aproxima. Alia coragem à sagacidade, pois só é realmente percebido quando toca nossa epiderme. O mosquito elabora um plano, nos rodeia e nos rodeia incansavelmente, e só depois da certeza de estar invisível, aterrissa. Inutilmente, com movimentos tão morosos que chegam a ser patéticos aos olhos do pequeno inseto alado, tentamos golpeá-lo. Para o mosquito, nosso tamanho infinitamente superior não é problema. Ele não nos teme, pois tem a certeza de sua vitória.

Armadilhas, por mais que nos esforcemos, não são suficientes para detê-lo. Nossas mãos vão passando uma, duas, três vezes, rasgando o ar, e nada. O ínfimo ser não se deixa abalar. Insiste, vai e volta, até conseguir nos possuir. E ainda se posta de maneira jocosa, ridicularizando-nos, esfregando suas diminutas patas dianteiras assim como nós esfregamos as mãos quando vislumbramos algo de bom. Um autêntico sarcástico.

Ingenuidade de nossa parte achar que somos os habitantes do mais alto andar na evolução das espécies.
A começar pelo fato de não possuirmos a habilidade do vôo. Bem, podem surgir questionamentos com relação aos pássaros, mas estes são medrosos, reticentes quanto a nossa presença. O menor sinal de aproximação já é motivo para alvoroço, para fugas ridículas. O mosquito não, pelo contrário, faz questão de vir ao nosso encontro, de nos explorar, de se empanturrar com nosso sangue ou com nossos alimentos.

No que se refere à reprodução, outro show do artrópode. Nós somos obrigados a encarar rodeios, teatros, uma série de encenações para enfim alcançar a cópula. O mosquito não, e justiça seja feita, todos os outros animais não. O ato é objetivado, e melhor ainda, estendido a várias parceiras num curtíssimo intervalo de tempo. Maravilhoso.
Para encerrar a discussão e confirmar a predominância do mosquito, este só possui uma semana de vida. Não é obrigado a permanecer nesta penosa jornada a que somos submetidos, não trabalha, não envelhece. Morre ainda no vigor da juventude e sua vida é feita única e exclusivamente de prazeres que são o vôo, o sexo e a apreciação de guloseimas mil. Ele não divaga, como agora o faço, não necessita de batalhas para provar sua bravura, não padece de traições ou crises psicológicas. Realmente um ser exemplar, pois simplesmente vive. Se a oportunidade me for oferecida, quero ser um mosquito numa vida futura e simplesmente me alimentar, voar e amar!
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Muitos de vocês ao lerem este texto irão concordar, elogiar.. Outros discordarão por razões diversas, e dirão: tanta coisa para ele pensar em ser e.. logo um mosquito?

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Nelson Rodrigues já dizia: " A UNANIMIDADE É BURRA". Preferência, gosto, sonho e opção é algo muito pessoal e instransferível. Enfim, ao postar e evidenciar aqui Thobias Almeida, um mineiro de nascimento, jornalista por formação e amigo por afinidade, boêmio e admirador da arte e de boa música, compartilho seu texto porque leio e admiro seus escritos, simples assim... Parece "loucura" Thobias aspirar ser mosquito? Que nada! Ele é um escritor, um poeta que se permite dar asas e liberdade ao pensamento, à imaginação.. e como tal alça vôo em direção ao horizonte distante, além do azul do mar, transcendendo os próprios limites, se atirando e deixando levar... Gosto de quem abre seu coração à favor do caliente sopro do vento, de quem segue em direção ao sonho.. e nos permite participar.

Interessante quando uma leitura como esta nos leva a apreciar detalhes nunca obervados. Meu conceito negativo, pré-estabelecido em relação ao mosquito não me permitia admitir tamanha sagacidade em uma espécie, como a exposta no texto. Se fizermos um paralelo em nossas vidas, como seres humanos, vamos descobrir que convivemos às vezes com leões bonitos, fortes, imponentes, mas só na aparência... E, em quem menos se espera encontra-se algo bom e extremamente produtivo para ser partilhado, sem nos deixar o sentimento de estarmos sendo enganados. Comprar a embalagem e o conteúdo vir com data de validade vencida? Lamentável isso, não? "Ma questa è la vita"...

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O texto nos concede ainda um questionamento interessante: O que gostaríamos de ser? Você já se imaginou sendo o que? Você mesmo ou aprecia a inteligência e a perspicácia de outro ser, assim como fez Thobias?

Não importa o que ou quem queiras ser, o que vale mesmo é que sendo mosquito, borboleta, a mais bela ave ou animal, pequeno ou grande, com expressão ou não, sejamos o melhor que pudermos.

Conselho? Seja sincero, humano, leal, honesto e valoroso em seu caráter, porque o resto é conseqüência... (Silvana)

22 de setembro de 2008

Dia do Amante

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Hoje é "Dia do Amante".
E o "Dia da Banana" também.

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Coincidência.. (rs)
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Vou pegar uma carona na linda ilustração que Leila postou alusiva ao
"DIA DO AMANTE", pedir licença e deixar este poema do eterno Vinícius, que virou canção... (Sil)

Pela luz dos olhos teus
(Vinícius de Morais)

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

17 de setembro de 2008

"Ter ou não ter namorado, eis a questão..."


"O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizer as
mesmas coisas com outras palavras"
Charles Chaplin

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"TER OU NÃO TER NAMORADO, EIS A QUESTÃO"

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

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Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.

Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz.

Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

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Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos... ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

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Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar
e, de repente... parecer que faz sentido.

(Arthur da Távola)

16 de setembro de 2008

"Carpe Diem"


"Carpe Diem" - "Colha o dia"
“Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente...”

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Como dizia o poeta:

Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão

(Vinicius de Moraes)

12 de setembro de 2008

As três perguntas...

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AS TRÊS PERGUNTAS

Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas perguntas, que os seus súbditos lhe faziam. Como não encontrava respostas, resolveu fazer um concurso no qual todas as pessoas do reino poderiam participar. O prémio seria uma enorme quantia de ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza. Seria premiado quem conseguisse responder a três perguntas:

Qual é o lugar mais importante do mundo?
Qual é a tarefa mais importante do mundo?
Quem é o homem mais importante do mundo?

Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder às três perguntas. Mas nenhum deles deu uma resposta que satisfizesse o rei. Em todo o território, só um homem não se apresentou para tentar responder às perguntas do rei. Era alguém considerado sábio, mas a quem não importava a fortuna nem as honras da terra. O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder às três perguntas.

E o velho sábio respondeu:

O lugar mais importante do mundo é aquele onde te encontras. O lugar onde moras, vives, cresces e trabalhas. É aí que deves ser útil, prestativo e amigo, porque este é o teu lugar.

A tarefa mais importante do mundo não é aquela que desejas fazer, mas sim aquela que deves fazer. Por isso, pode ser que o teu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que te permite o teu próprio sustento e o da tua família. É aquele que te permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de ti. É aquele que te permite compartilhar a paciência, a compreensão, a fraternidade. Se não tens o que amas, o mais importante é que comeces a amar o que tens. A mínima tarefa é importante, e ninguém neste mundo a pode executar exatamente da mesma forma e maneira como tu a farias.

E finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de ti, porque é ele que te possibilita a mais bela das virtudes: A CARIDADE. A caridade é uma escada de LUZ. É o auxílio fraterno. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.

O rei ouvindo as respostas aplaudiu, agradecido. Para a sua própria felicidade, descobriu uma razão de SER para os seus últimos anos de existência.

....................................

Importante é que tuas perguntas e respostas...
te dêem a PAZ para prosseguir.
Bom finde!

7 de setembro de 2008

Independência???

"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida."
(Che Guevara)

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"Viva a independência e a separação do Brasil. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou Morte!"

Frase histórica de D. Pedro I, em 7 de setembro de 1822.


Você já acordou ouvindo um som que lhe trouxesse a mente a lembrança de algo? Pois é... hoje ao acordar, após ligar meu aparelho de Tv, ouvi o ritmo de fanfarras tocando, em desfiles organizados para comemorar o "DIA DA INDEPENDÊNCIA". O som e a imagem despertaram em mim um sentimento de nostalgia. Nasci e fui criada no interior, onde até hoje conserva-se viva esta tradição. Lembrei-me então de época não tão distante, em que na escola estava incorporado ao planejamento organizar comemorações alusivas à data, o verde e o amarelo predominavam, bandeirolas, enfeites pelos corredores do prédio, colocar-se em posição de respeito e cantar o Hino Nacional com orgulho toda manhã, era condição básica para o início das atividades na “Semana da Pátria”. Era um tempo em que se propagava o patriotismo e se repetia com orgulho os versos: “Sete de setembro, data tão festiva, foi a independência desta terra tão querida...”

Tempo bom, que a menor lembrança nos dá vontade de regressar, mas se foi... e com ele a visão simplista de ser livre, independente. Novos tempos, nova maneira de ver e analisar os fatos e a palavra independência se “maturando” e criando um conceito diferente, próprio de cada fase e de cada período de nossas vidas. “O Grito de Independência” foi um fato significativo, se visto simplesmente como representação de liberdade, mas se estudado profundamente, vamos constatar que o que levou nosso “herói” D. Pedro, a erguer sua espada nos proporcionando um quadro de emoção e orgulho em propagado ato de bravura, na verdade é e pode ser questionável pelas próprias pressões políticas da época... Ficamos livres, ou Portugal simplesmente não perdeu o domínio sob a colônia e o que ela lhe rendia sob comando do Príncipe Regente? Bem... mas isso é assunto para muita conversa ...

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O certo mesmo é que o Brasil, em mais de 500 anos de história, teve em sua formação o que chamamos de colonização da exploração, uma terra de lucros fartos a quem viesse dele usufruir, e desde sempre pauta sua luta na busca para ver-se livre dessas amarras, seja em 1500, seja 1822, seja 1889, seja 2008, enfim... Nossa história, a do povo brasileiro em luta constante, tem possibilitado criar vários heróis aos longo dos anos, de acordo com a época. É a história de um povo que viu sua cultura sendo trazida, formada com o cruzamento de raças, que viu o “Grito do Ipiranga”, que assistiu a celebre frase “Libertas que será Tamén”, incorporar a bandeira de um estado, do povo que viu Getúlio deixar escrito “Saio da Vida, para entrar para a história”, do povo que tanto lutou e sofreu como o “Irmão do Henfil”, mas fundamentalmente do povo que tem seu herói maior, o BRASILEIRO, de raça, de garra, que não foge à luta, que ao nascer já tem incorporado em sua identidade a busca diária, não apenas por um “TERRITÓRIO LIVRE”, mas por uma “VIDA LIVRE”, onde possa criar seus filhos com dignidade, que luta contra a violência, o preconceito, o desemprego e a desigualdade, que trabalha além das horas estabelecidas, esperando remuneração justa , lutando contra a velha exclusão, onde a falta de renda para consumir o mínimo necessário à sobrevivência é batalha constante. A esse Herói, O POVO BRASILEIRO, rendo hoje minha homenagem, no dia da INDEPENDÊNCIA.

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Um País livre e que quer o respeito de outras nações, precisa reconhecer seu valor como Pátria e respeitar os seus filhos, precisa de homens sérios e políticos comprometidos com políticas públicas eficientes e não assistencialistas, respeitar seus idosos, dar condições às suas crianças de crescerem com Saúde e Educação. Não permitir pessoas morrendo em filas de hospitais sem atendimentos ou com fome e frio jogadas pelas esquinas, enquanto uma minoria contabiliza seus dólares em paraísos fiscais. Um País livre e sério é aquele que combate a corrupção e cria mecanismos para punir os que abusam desta prática. Falar em Independência é muito mais do que simplesmente cultuar um “Herói” e valorizar uma data. Independência sim, mas acompanhada por respeito e dignidade a quem aqui produz, quem constrói sua família, cria seus filhos e a quem orgulha-se de pertencer a este chão.

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Falar em 7 de setembro, ouvir a fanfarra tocar emocionada, falar de Brasil, de sua riqueza natural, de sua gente miscigenada, desse povo hospitaleiro e companheiro, é importante e nos enche de orgulho, pois como escreveu Gonçalvez Dias: “MINHA TERRA TEM PALMEIRAS, ONDE CANTA O SABIÁ, AS AVES QUE AQUI GORJEIAM NÃO GORJEIAM COMO LÁ”, mas assistimos de verdade a uma luta ferrenha e diária desse povo que “briga” e sofre, com tantos problemas e privações. Somos na verdade um “PAÍS TROPICAL, ABENÇOADO POR DEUS”, como diz Jorge Ben Jor, com um território enorme, livre, INDEPENDENTE, mas economicamente comprometido, tanto externa como internamente, com índices elevados de analfabetismo, seja real ou funcional, de violência, de desigualdade, etc. Mas somos brasileiros, não desistimos nunca, aprendemos a viver cada dia... e hoje é domingo, dia da macarronada ou do churrasco para os que podem deles usufruir, da cervejinha com o amigo, de ensaio do samba na quadra da escola, tem futebol na TV, o Maracanã vai estar lotado, o povo estará sorrindo... amanhã? Ah, segunda-feira, começa tudo de novo, mas é outro dia, nova semana, e quem sabe algo muda? Eleição? Ainda é cedo para pensar nisso, afinal é só para o mês que vem e hoje é dia de comemorar a “INDEPENDÊNCIA”, dia de festa, Feriado Nacional.... Esse é meu povo, esse é meu país!!!

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E você aí, como está sendo o seu 7 de setembro de 2008?

3 de setembro de 2008

A PAZ QUE TRAGO EM MIM

"Para tudo há um tempo, para cada coisa um momento."

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A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia… Quando se é jovem, imagina-se que ter paz é poder fazer o que quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção. Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece. A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé. Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou… É assumir responsabilidades e cumprí-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida, é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem, é ter um coração que ama, é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas...

Ter Paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer, é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade, é ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer… É admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências. A hipocrisia?, bem... esta não faz parte dessa caminhada.... Perfeição? Longe disso, ela não existe, mas ser você mesmo é fundamental em sua busca. Tem uma frase que diz assim: “Cada um tem de mim exatamente o que cativou”, e eu digo... “Cada um é responsável pelo que cativa”. Não se pode conviver com falsidade e mentira, a verdade pode magoar, mas é sempre mais digna. Porém, para viver em paz, bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos, acredito mais que nunca que o mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.

Isso para mim é ter paz, porque aí eu sou a minha essência. Não sei ser diferente e em momentos de reflexão é que sedimento a certeza de que este é o caminho que me proporcionará prazer e satisfação. O que virá?... não sei, estou na vida e eu só preciso de força para viver cada momento, como tem que ser, sem fugir, sem medo, vivendo e sentindo a vida e as companhias ao meu lado, valorizando o que é verdadeiro, aprendendo com o sofrimento dos erros e das sentidas ausências... exatamente com o homem lá de cima me tem proporcionado, essa é a minha verdade e viver isso é que me dá paz e me permite sentir momentos de alegria e felicidade. Amanhã? Quem poderá dizer?.... A existência é eterna, muito ainda se tem a percorrer, à apreender e melhorar-se....

2 de setembro de 2008

Dia do Livro Infantil

Hoje é dia de presentear filhos pequenos, sobrinhos, afilhados,
alunos, vizinhozinhos, filhos de amigos e etc... com livros.
O livro incentiva e estimula à leitura, aumenta a auto-estima e concentração. E incentivo é sempre bom. A imaginação, agradece!

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Criança diz cada uma...


À meia noite, o encanto se acaba...

Tudo vira pizza?

Se você mentir, Pinóquio, seu nariz vai crescer..
Sempre o nariz, só o nariz?

Mogli, floresta não é lar pra menino!
Rua é?

Cuidado com "maçãs" envenenadas..
Ih, tem ovo tb e com uma tal de salmonella..

E com um beijo de amor, você despertará..
Bom, depende do príncipe..

Gato, olha lá onde você vai com essas botas!
Lustrar para o rodeio, uai!

Eu dormi bem pouco - disse à princesa.
Que ervilha que nada! Vai ver todo mundo roncava..

Como ela é Bela! Como ele é Fera!

Tinha paparazzo lá?

Só quem for inteligente verá a roupa nova do Rei!
A moda pegou? Ficou todo mundo pelado?

Adivinha meu nome?
Rumpels... Rumpelstil...skin? Diz aí, Ruuum!

Abre-te, Sésamo!

Só depois que o Ali... baba

Tem que esfregar a lâmpada, esfregar e esfregar..
Que boilice!

E eu vou soprar, soprar, sopraaar...
Tóim! Que mau hálito!!

Rapunzel, jogue suas tranças!
Era de mega-hair?

Vovó, porque essa boca tão grande?
Botox, mas não espalha...

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Você lembra de alguma?


31 de agosto de 2008

Sensibilidade demais

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Na hora de listar as qualidades que a gente quer encontrar nas pessoas com quem iremos nos relacionar vida afora... está lá... a indefectível "sensibilidade". A gente quer que o patrão seja sensível e não um grosso. A gente quer que nossa amiga seja sensível e não um trator. A gente quer - e como quer! - que nosso namorado seja sensível e não um machista brucutu.

Encontrar sensibilidade nos outros é meio-caminho andado para o entendimento. E sermos, nós mesmos, sensíveis, também é um filtro bem-vindo, é a sensibilidade que permite nossa comoção diante de um quadro, de uma música, de um amor que nos arrebata ou de uma perda irreversível. Mas admito que sinto uma certa inveja daquelas pessoas que são sensíveis mas não se tornam vítimas da própria emoção. Porque sensibilidade demais esgota a gente.

Tem horas em que o filtro não filtra coisa nenhuma: permite que a gente seja atingido profundamente por coisas que mereceriam menos entrega. Cultivamos mágoas por coisas que nos aconteceram 15 anos atrás, remoemos culpas que já foram mais que perdoadas e esquecidas, temos nosso sistema nervoso totalmente abalado porque alguém compreendeu mal nossas palavras, sofremos por questões insolúveis, sofremos, sofremos, e sofrer dá uma senhora consistência à nossa vida, mas como cansa.

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Às vezes me farto dos ideais que persigo e que, por serem ideais, nunca se concretizarão plenamente. A vida é defeituosa, imprevisível, nada é exatamente como a gente gostaria que fosse - e sensibilidade é algo que faz a gente aceitar isso e ser feliz do mesmo jeito. Já sensibilidade demais dá nos nervos e fatiga à toa. Uma certa frieza nos faz andar mais rápido, não nos retém.

Como se mede, se pesa, se percebe a sensibilidade suficiente e a sensibilidade excessiva? No quanto ela joga a nosso favor ou contra. Sensibilidade suficiente refina você, lhe dá um foco na vida. Já a sensibilidade excessiva faz de você protagonista de um dramalhão mexicano. Temos escolha? Não se escolhe, é o que se é. Os que são sensíveis na medida aproveitam a vida sem duras cobranças internas. Já a turma dos excessivos pega canetas, câmeras, pincéis, sapatilhas, instrumentos, e transforma o excesso em arte. Ou faz besteiras. Cada um encontra onde colocar sua sensibilidade, uns com leveza, outros com fartão de si mesmos. Os únicos que seguem não entendendo nada são os insensíveis. (Martha Medeiros)


23 de agosto de 2008

Valeu Brasil !!!

"O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre."
(Stº Agostinho)


!!! V A L E U B R A S I L !!!

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21 de agosto de 2008

"Traduzir-se"

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TRADUZIR-SE
(Ferreira Gular)

Uma parte de mim é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão;
outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte delira.

Uma parte de mim almoça e janta;
outra parte se espanta.

Uma parte de mim
é permanente;
outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte linguagem.

Traduzir uma parte na outra parte
- que é uma questão de vida ou morte -
será arte?



11 de agosto de 2008

"Reinventando o Futuro"

"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se eterniza, e nenhuma força jamais o resgata."

(Carlos Drummond de Andrade)

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"Ninguém fica velho meramente por viver um número de anos. Ficamos velhos por abandonarmos nossos ideais."

(Samuel Ullman)

Falar do TEMPO é algo instigante e meus pensamentos estão voltados para esta questão, talvez porque me dei conta que exatamente metade, ou seja 50% de minha caminhada nesta existência pertence ao passado e o outro 50%, ou a outra metade, está em branco e será escrito ou desenhado pelo que chamamos de futuro, não computando aí nenhum bônus extra. Como me dei conta disso? Simples... Você sabia que segundo as últimas pesquisas realizadas pelo censo, a perspectiva média de vida de um brasileiro é de 73 anos? Pois é, isto é real e diante do fato constatado só nos resta fazer nossas contas, avaliar ou reavaliar nossos passos. Pela vida acostumei-me a ouvir e ler a célebre frase: “ O Tempo é o Senhor da razão”, mas exatamente que razão é esta que o autor da frase se reporta? Difícil de decifrar, pois em se tratando de TEMPO, tudo é possível e subjetivo demais e a razão no caso, são seus próprios atos, onde a lei de AÇÃO E REAÇÃO é fator chave em nossa jornada.

Quanto mais diferentes se sucedem os acontecimentos em nossas vidas, mais rapidamente passam os nossos dias. Por outro lado, quanto mais monótonas as nossas ocupações, tanto mais longos eles se tornam , ou seja, o TEMPO, ou o uso que se faz dele é que determina a sensação de sua duração, pois horas, minutos, segundos, não mudam, o tempo do relógio é o mesmo, mas como você o utiliza é que faz toda a diferença... e aí não importa se você já chegou a 50% ou mais de sua trajetória.

Quando em camaradagem com o tempo, olhando-o como ele é, respeitando as suas obras, com o passado, com as mudanças e com a história, vive-se bem a vida. O tempo em relação aos seres humanos é implacável externamente e freqüentemente destrutivo - como o são os escultores quando trabalham um bloco de pedra para concretizar a sua obra, mas ao mesmo tempo é uma "escola", com grandes ensinamentos e lições a serem interpretadas. Velhos rostos podem ser mais expressivos que rostos jovens, velhas paredes e esculturas mais ricas que as novas. È justamente esta ambigüidade que faz valer a pena. Perde-se em um aspecto, ganha-se em outro, tão e mais interessante.

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Li uma afirmação feita pelo inesquecível Bob Dylan, no ano de 1963, que dizia poeticamente duas coisas na mesma frase sobre o tempo: “QUE OS TEMPOS ESTAVAM MUDANDO E QUE A MUDANÇA É DA NATUREZA DOS TEMPOS”. Não só os tempos estão mudando, como o momento histórico que estamos vivendo, denominado de "pós-modernidade", que pode ser entendido como uma “crise dos Tempos”, que está desencadeando uma mudança de paradigmas em todos os níveis de compreensão do ser humano. O mundo moderno, de certeza e ordem, tem sido substituído por uma cultura de incertezas e indeterminação e o TEMPO, permanece sentado, tranquilamente, como um velho sábio que repousa em sua rede, onde tudo acompanha e a tudo observa.

Ter o desafio de administrar o tempo em meio a um turbilhão de mudanças na sociedade - sejam elas de valores ou de costumes, onde fomos submetidos a um grande “porre” tecnológico, uma certeza me cala fundo: a de que não podemos passar o nosso tempo reproduzindo o discurso dos conformistas:“os tempos são cruéis”, ou dos saudosistas: “No meu tempo que era bom”, ou então dos adeptos do famoso “faça o que eu digo e não faça o que eu faço” , que se limitam a serem incoerentes e apenas e tão somente pregar a necessidade justa de um mundo mais espiritualizado”. É importante que vivamos nosso tempo, seja ele em que porcentagem for, de acordo com as exigências que as mudanças nos impõem, fugindo do imediatismo, que nossas ações tenham sentido e significado, mas que nunca percamos a própria essência, agradecendo a cada dia a oportunidade de estarmos vivo e podermos conviver, permitindo-nos aprender a aprender... sempre.

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Quando afirmo valorizar o tempo futuro, não quero aqui afirmar que devemos esquecer o já vivido, pois quem já não teve alguém que lhe desse segurança para arriscar os primeiros passos? Alguém que lhe ensinasse a importância das vogais para se formar uma palavra? O primeiro namorado(a)? A primeira paixão? O primeiro beijo? O primeiro emprego? Quem já não sofreu uma desilusão? Quem não cometeu erros, ou foi magoado por alguém? Quem já não discutiu com a família por algum problema? Quem já não assistiu ao filme que gosta comendo pipoca? Quem já não perdeu alguém querido? Quem nunca saboreou um copo de coca-cola gelada em pleno verão ou tomou um sorvete gostoso na sorveteria da esquina? Quem nunca andou de bicicleta ou chupou uma laranja gostosa sentado rindo com amigos? Quem nunca ficou de castigo porque fez algo errado? Quem nunca se lambuzou todo comendo maça do amor? Quem nunca vibrou com seu time do coração ao ser campeão? Quem nunca sentiu a alegria de ver nascer alguém próximo a você? Quem nunca comeu uma pizza bem recheada ou tomou uma cervejinha gelada? E aquele vinho gostoso? Quem já não teve alguém da família com alguma doença grave? Quem nunca ficou ou teve um amigo desempregado? Quem nunca curtiu o Brasil ganhar da Argentina em plena Copa do Mundo? E a alegria do primeiro salário? Quem já não foi traído por alguém? Quem nunca dançou em algum baile, ou balada a noite inteira e chegou em casa só quando o sol nasceu? Quem nunca saboreou banana com leite condensado? E aquela barra de chocolate enorme? Aquela música gostosa de fazer o corpo mover-se ao simples som da melodia? Quem já não quis comprar algo, mas a “grana” não permitia? Quem nunca sentou em final de tarde para bater papo com um amigo? Quem já não chorou? Quem já não sofreu? Quem já não sorriu? Isso tudo e muito mais é vida, é tempo vivido, é o pulsar das veias, é viver e sábio aquele que aprendeu a valorizar cada coisa, em cada momento, por mais simples que pareça e tirar sejam dos erros ou dos acertos, com flexibilidade, a maneira de viver a modernidade, na chamada “era do conhecimento”, sem restrições e sem medo.

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Ao “viajar” por algumas destas lembranças veio-me em mente o imortal Chaplin, que em seus momentos de rara sabedoria afirmou: “ Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso”. Partindo deste pressuposto, podemos afirmar que nada é inútil ou sem sentido, para toda situação ou para toda pessoa que cruzarmos pelo caminho, sempre teremos algo a “carregar”, ou acrescentar. Encontramos pessoas que nos encantam, outras que nos decepcionam, tem relacionamentos que nos deixam alegria, amor, carinho, companheirismo, mas também tem aqueles que nos provocam reações contrárias, o certo porém, é que com qualquer pessoa ou em qualquer situação aprendemos sempre, até mesmo com os erros. A vida, está para nós como um tabuleiro de xadrez, mover a peça correta, dar o xeque – mate, viver em plenitude é uma opção que cabe a cada um. O certo é que devemos buscar o jogo, sem medo de errar, pois só erra quem joga ou quem faz.

Esta aberto o desafio para os meus supostos 50%, vou conseguir? Quem sabe? Mas uma coisa é certa, escrever sobre o assunto e poder ter o espaço para postar está sendo algo extremamente prazeroso e posso afirmar: VALEU A PENA! E você, o que fez hoje das 24 horas de seu tempo?

10 de agosto de 2008

FELIZ DIA DOS PAIS!

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai."
(Sigmund Freud)


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PAI
A tua presença constante
o olhar às vezes distante
me fazem te admirar

PAI
O teu abraço apertado
mãos firmes e sempre ao meu lado
me dão forças pra caminhar

PAI
O teu sorriso ilumina
a tua voz me fascina
me acalma nas horas de dor

PAI
Amigo, herói, companheiro
sincero, leal, verdadeiro
o meu exemplo de amor

PAI
Hoje eu quero te agradecer
ter me dado o dom de viver
de ser forte, crescer e lutar

PAI
Quero dar-te um abraço bem forte
e sorrir bem feliz pela sorte:
ser teu filho e poder te abraçar

(A.D)

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"PAI... você faz parte deste caminho..." (F.J)

Hoje serei lacônica, pois talvez o espaço seja insuficiente para expressar com palavras meus sentimentos em relação a data: DIA DOS PAIS. Não irei falar sobre o conceito da nova paternidade, que exclui comportamentos padronizados, nem a importância de sua figura em cada família, irei apenas evidenciar a data, que não deveria resumir-se simplesmente ao segundo domingo de agosto e sim a todos os 365 dias de cada ano. Inevitável é o apelo que o dia representa, ficamos sensíveis e reflexivos e quanto mais eu penso, mais eu sinto vontade em homenagear antes e acima de tudo, como uma de suas filhas, o nosso pai maior – JESUS CRISTO, dizendo a ele MUITO OBRIGADA pela oportunidade da vida, por não abandonar-me, por proteger-me em todos os momentos como um verdadeiro pai o faz, vem-me ainda a necessidade em expressar-lhe o meu agradecimento maior, por ter dado-me nesta existência a companhia, deste HOMEM que em sua missão como MEU PAI, foi um grande jardineiro, plantando raízes de virtudes com mãos fortes quando necessário e delicadas ao mesmo tempo, com amor e sabedoria, dando exemplos, para que nosso lar se tornasse uma sementeira de luz e de verdade. MEU PAI, você me escolheu filha, me ensinou o respeito, me deu carinho e amor, eu te fiz exemplo e neste seu dia, quero ratificar a você o meu sentimento mais verdadeiro, agradecer-lhe por tudo e abraçá-lo com muito carinho! (Silvana)

PS.: Idem, idem, ideeeem! (Leila)

4 de agosto de 2008

BRASIL - BRASIS

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"Sei que a alma deste povo (brasileiro), bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados"
(Papa Bento XVI)


O Maior Problema do Mundo é o Egoísmo e a falta de Solidariedade? Esta pergunta foi formulada e respondida afirmativamente em uma entrevista ao conhecido jornalista Ricardo Kotscho, durante o lançamento de seu livro - "Do Golpe ao Planalto", que acabo de ler. Ele fala de seus 40 anos de trabalho, mostra-se um tanto desiludido e afirma ter refletido muito sobre o Brasil, o mundo e sobretudo, a profissão de jornalista, para a qual tem críticas extremamente valiosas e construtivas. Fala de sua luta por um mundo mais humano, em paz e menos egoísta. Numa síntese rápida de seu pensamento, ele diz que há um distanciamento entre o Brasil noticiado e o Brasil real, onde temos Brasília demais (deslumbramento pelo poder) e Brasil de menos.

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Coincidência ou não, minha leitura veio concluir-se antagonicamente em um final de semana onde a maior emissora de TV aberta no Brasil – Rede Globo de Televisão, pautou sua grade de programação em cima do “Projeto Criança Esperança” que a vinte e três anos, em conjunto com a UNESCO, já arrecadou mais de 191 milhões de reais em doações feitas pela população, integralmente investidos no Brasil em mais de 5 mil projetos sociais.

Diante de informações e questionamentos, que vieram de encontro a pergunta formulada no livro, me “bateu” a vontade de escrever sobre o Brasil, mas em uma direção oposta a leitura concluída e de forma resumida, fazer uso do “coração” procurando expor um sentimento de orgulho por ter nascido e estar vivendo neste solo, podendo dizer que sou brasileira e não desisto nunca enquanto enalteço um pouco os “vários Brasis” existentes dentro destes 8.511.865 Km² de área. Não pretendo com isso, negar quaisquer problemas existentes, nem tão pouco evidenciar somente o lado bom, mas devemos considerar que o Brasil não é um país pobre.. pobreza se encontra na África. O Brasil é um país injusto e desigual, o que é muito diferente. A desigualdade brasileira é estrutural e ela não será mudada enquanto o brasileiro não se incomodar realmente com a situação. O problema talvez esteja na passividade com que se aceita a desigualdade, e é necessário um esforço subjetivo, do imaginário popular, da cultura, para criarmos essa idéia de que a desigualdade Social é inaceitável. A desigualdade está para nós como a Geni, do Chico Buarque: “De dia os ricos falam mal dela, ofendem, cospem, etc., de noite dormem com ela.”



(Para Todos / Chico Buarque)

Na verdade, eu quero mesmo é escrever um pouco deste “País tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, como diz Jorge Bem Jor. Deste Brasil, com enorme extensão, dividido em 5 regiões, com 26 Estados, 1 Distrito Federal e 5.560 Municípios. De um Brasil que apresenta traços físicos, humanos, econômicos e sociais comuns e ao mesmo tempo tão diferentes; que chove no Norte, faz frio no Sul, calor no Sudeste, seca no Nordeste e umidade zero no Centro-Oeste. Deste Brasil livre que comprovadamente tem milhares de religiões diferentes, incluindo todas as crenças que se encontram espalhadas pelos recantos remotos do país, sendo que a grande maioria é de católicos (praticantes ou não). De um Brasil que viaja ao ritmo da música erudita, clássica, jazz, batuque, samba, sertaneja, forró, funk, bossa nova, hip hop, MPB e o pagode. Que torna ídolo e líder em vendagem Amado Batista, Zezé de Camargo e Luciano, Padre Marcelo, entre outros, mas enaltecendo ao mesmo tempo estilos como Chico Buarque, Caetano, Gonzaguinha, Ivete Sangalo e curte Jack Johnson.

O Brasil que se alimenta com o churrasco e arroz carreteiro, mas que adora o pão de queijo e o tutu à mineira, que não rejeita o arroz com feijão e a pizza paulistana, que adora a feijoada carioca, se delicia com o “quente” vatapá e acarajé bahiano, as buchadas de bode e as macaxeiras do nordeste. O Brasil do bom vinho, da caipirinha e da cerveja. É país pra todo gosto e tradução regional: bah tchê, bueno, oxente, uai, trem doido sô, meu, mano, beleza, mermão, tá ligado, bão mesmo? Tá ruim de sê, tá massa... É um país único sim, imenso, cheio de culturas, sotaques, hábitos, estados de espírito e olhares sob “mundos” diferentes.

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É o Brasil que tem o vaqueiro, o caipira, o operário, o industrial, o intelectual e o doutor, o bad boy, o roqueiro, o jogador de futebol, o surfista e o namoradinho, que tem as louras e morenas mais belas. Este é o país do futebol, que em plena noite de sábado em uma das metrópoles brasileiras, onde as diversões e o lazer dividem seus moradores; alguns assistem a peça de teatro “Ensina-me a Viver", estrelada pela maravilhosa Gloria Menezes que em sua entrevista demonstra humildade, afirmando: “Acho que ainda tenho muito para fazer. Agradeço muito o carinho de todos, e só posso dizer que o caminho é estudar , estudar e estudar muito...”; enquanto alguns outros, paralelamente, na quadra de uma Escola de Samba, prestigiam intituladas de “As Boas, As Saborosas”, Viviane Araújo e Mulher Melão, entre outras e outros que com todo respeito, brilham na exposição de seus atributos melhorados pela medicina estética, que as (os) tornam “celebridades”. É lazer para todo gosto... E o que dizer dessa maravilhosa diversidade de cenário?

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Quero ressaltar ainda a beleza natural, o verde, o mar, mas fundamentalmente a beleza humana, aquela beleza que ninguém vê, ninguém repara... até quem não conhece, que não convive. A beleza de um povo hospitaleiro, guerreiro, que luta a cada nascer do sol, que recebeu de braços abertos irmãos de todo o planeta, que fez da miscigenação marca registrada de uma raça, desse povo que cai e se levanta, que sabe estender a mão, desse povo amigo, ah.. desse raro povo que como diria Ari Barroso se estivesse entre nós: “Isto aqui ô ô é um pouquinho de Brasil, ia ia, desse Brasil que canta e é feliz. É também um pouco de uma raça que não tem medo de fumaça, ai ai e não se entrega, não” .

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Aqui também tem maldade sim senhor, aqui tem quem se aproveita da ingenuidade alheia, tem a inveja, tem o que gosta de viver a custa do outro, aqui se cultiva o desamor também, como em todo lugar aqui também existe a eterna dualidade da vida - Yin e Yang, porque aqui não é o que chamam de “paraíso”, até porque o “paraíso” é algo pessoal e subjetivo, mas o certo é que aqui é um país de um povo “coração bão”, amigo e trabalhador e a única certeza que me cala fundo é que neste Brasil, verde, amarelo, azul e branco, o único sentimento que não podemos mais nutrir e que devemos lutar contra é a INTOLERÂNCIA, pois em um país que trás em seu coração as cores do mundo, e tamanha diversidade interna, não cabe a discriminação e o preconceito e sim o respeito a toda diferença, seja de raça, religião, de crença, de cor, de opinião, de preferência.

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A vida é o sopro do Criador que percorre toda a Criação, incessantemente, animando a tudo e a todos igualmente e como tal o respeito e a solidariedade são fundamentais. Isto só se consegue exercitando, mas... será que se refletirmos, ainda iremos ver o outro como diferente? Ou realmente como parte deste todo?

 
©2007 '' Por Elke di Barros